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Artigos

Estudos sobre pesquisa genealógica e fontes históricas da região da Alta Múrgia.

Reunindo os registros históricos de Corato

Autor: Rafael Caterina

Resumo: Este artigo apresenta uma proposta para a indexação e o cruzamento integrados de registros históricos de Corato, Apúlia, incluindo registros paroquiais, o Catasto onciario de 1754 e registros civis. O projeto segue uma abordagem em duas fases: primeiro, a transcrição sistemática (indexação) desses registros e, em seguida, um sistema de cruzamento algorítmico projetado para identificar e consolidar referências aos mesmos indivíduos em alguns ou vários deles. O método enfatiza critérios genealógicos essenciais, como filiação, consistência cronológica e contexto relacional, com verificação manual para correspondências ambíguas. Um estudo de caso prático da família Mastrolillo demonstra como essa abordagem reconstrói histórias familiares multigeneracionais, vinculando fontes fiscais, eclesiásticas e civis. O sistema proposto é independente da localidade e escalável para outras cidades com fontes semelhantes. Além disso, foi projetado para integrar dados de parceiros externos, como o FamilySearch, facilitando assim a pesquisa sobre migração transnacional e apoiando a gestão de registros institucionais. Este modelo posiciona Corato como um protótipo para o desenvolvimento de um banco de dados internacional sobre emigração da Apúlia, servindo também como ferramenta para colaboração acadêmica nas áreas de humanidades digitais e estudos migratórios.

Pesquisa genealógica em Corato com os registros do século XVIII disponíveis e as limitações sem acesso aos registros paroquiais completos: estudos de caso e perspectivas futuras

Autor: Giancarlo Mainardi

Resumo: No ano passado, dois recursos valiosos para a pesquisa genealógica dos coratinos foram publicados online: o catasto onciario de 1754 e os índices paroquiais de registros de batismo e casamento. Esses recursos permitiram que eu e muitos entusiastas da genealogia pesquisássemos nossas raízes coratinas várias gerações antes daquelas encontradas nos primeiros registros civis (1809); em muitos casos, os índices paroquiais – juntamente com o catasto – são suficientes para traçar um panorama completo de uma família ao longo de várias gerações. Às vezes, porém, a pesquisa de gerações mais distantes é dificultada pela falta de informações completas ou pela impossibilidade de distinguir indivíduos com nomes semelhantes encontrados nesses registros. Apresento diversos estudos de caso de famílias coratinas que utilizam todos os recursos atualmente e potencialmente disponíveis. Em particular, mostro como se pode preencher a lacuna entre os registros civis (a partir de 1809) e o catasto onciario, bem como reconstruir gerações mais remotas anteriores ao catasto. Primeiramente, ilustro um caso excepcional em que os indivíduos possuem nomes únicos, facilmente encontrados no catasto e nos índices paroquiais, e todos descendem de uma única pessoa cujos antepassados patrilineares remontam ao final do século XVI. Em seguida, apresento um caso em que há uma lacuna de uma geração entre os registros civis e o catasto, sendo necessário consultar os registros paroquiais completos – que atualmente não estão disponíveis online – para preencher essa lacuna. Por fim, demonstro como as variações nos nomes introduzem uma camada adicional de ambiguidade que também não pode ser resolvida sem os registros paroquiais completos. Esses exemplos servem para ilustrar o que pode ser alcançado com o acesso a conjuntos de registros completos, mas que se torna difícil ou impossível com registros incompletos, incorretos, inconsistentes ou inacessíveis. Esperamos que seja possível digitalizar os registros paroquiais restantes e que esses registros sejam disponibilizados gratuitamente para pessoas de ascendência coratina em todo o mundo.